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01/05/2017

Dep. Paulo Freire Filho de José Wellington chama pastores de “canalhas” e juízes de “corruptos”

Filho de JW chama pastores de "canalhas" e juízes de "corruptos"
Durante a 43ª AGO, Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a questão envolvendo o imbróglio judicial que cancelou o resultado das eleições para presidente veio à tona de maneira inesperada.
No último dia 9, foi anunciada a vitória do pastor José Wellington Júnior, filho do atual presidente José Wellington Bezerra da Costa. Contudo, a mesa diretora da convenção havia desobedecido decisões judiciárias que nomeavam um interventor para comandar o processo eleitoral.
Enquanto uma nova eleição não é marcada, os ânimos continuam acirrados entre as lideranças da Assembleia de Deus.
O deputado federal Paulo Freire (PR/SP), que também é pastor da AD e filho do presidente José Wellington, usou a palavra para atacar quem contaria os interesses de sua família.
Misturando o papel de parlamentar com o de líder religioso, decidiu rotular os juízes de “corruptos”, dizendo que eles “vendem liminares”.
Dentro do contexto, fica claro que ele se referia ao fato de juízes terem concedido liminares contra a atual mesa diretora da CGADB, que impediram que seu irmão José Wellington Júnior tomasse posse como novo presidente.
Afirmando representar um grupo de pastores que está “enojado” com o processo. Além de elogiar o pai – que para ele é uma pessoa “ilibada” – em seu discurso enalteceu seu trabalho como presidente.
Também atacou os pastores adversários, vociferando: “Essas pessoas não têm sentimento, por que crente eles não são… Não têm temor de Deus, expondo a nossa igreja à imprensa”.  Sem citar nomes nem apresentar provas, classificou os pastores que se opõem a seu pai de “canalhas”.
Sua fala gerou grande repercussão, em especial por mostrar que o deputado tenta usar sua condição de político para constranger os demais pastores.

Nota de repúdio

O doutor Iaci Pelaes, promotor de Justiça do Ministério Público Estadual do Amapá, emitiu uma nota, repudiando as acusações de Paulo Freire.
“O orador que aparece no vídeo usa de um dos mais banais recursos de retórica banal, que é o desqualificar o oponente, sem qualquer demonstração do se afirma.
Ao que colheu, o orador, deputado federal e filho do atual presidente da CGADB, não demonstra, à luz de provas, como chegou a essa conclusão de que determinados pastores seriam “canalhas”.
Segundo a etimologia esse termo significa pessoa  vil, reles, do mais baixo nível, abjeta, desprezível, indigna, patife, sem-vergonha, tratante, sórdida, chulo, dentre outros qualificativos negativos.
Ora, essa espécie de expediente é absolutamente inaceitável num auditório qualificado de uma Convenção de pastores.
No tribunal do júri de Macapá, onde atuo semanalmente essa espécie de recurso de retórica já foi abolida faz tempo.
Aliás o próprio CPP não mais admite.
E não me venha com alegação de que parlamentar tem imunidade na palavra.
A uma que o deputado não está na tribuna da Câmara. A duas que o próprio STF já direciona no sentido de que não há direito absoluto.
Assim, a ninguém é dado abusar do exercício de um direito para, dessa forma, ofender a outrem.
Dr Iaci Pelaes – Promotor de Justiça do MPE/AP

Nota de apoio

Uma nota, em nome do “Núcleo de apoio à chapa CGADB mais perto de você”, tem circulado dando apoio ao pastor Paulo Freire.
“A QUEM INTERESSAR POSSA
Caros companheiros,
Em primeiro lugar é bom frisar que esta equipe não apoia nem endossa a injúria. Por isto temos sempre primado em nossas notas pelo comedimento e educação.
Mas algumas ponderações devem ser feitas acerca do episódio envolvendo o discurso do Deputado Paulo Freire na sessão de ontem na AGO.
Em primeiro lugar é preciso destacar que quem estava falando não era o Deputado Paulo Freire, mas o filho, Paulo Freire.
Filho este que tem assistido, até então em silêncio, o nome, a história e a dignidade de seu velho pai serem enxovalhados e pisoteados por uma minoria (parece que são 30% ou menos) que em termos ministeriais, e comparados ao veterano pastor Wellington, sequer saíram das fraldas.
Este homem viu seu pai por 30 longos anos labutando com sacrifício pessoal gigantesco, dele e da família, para construir uma história sólida e honrada na CGADB, além das décadas de trabalho em outras frentes na obra do Senhor. Para agora lidar com meninos que não tem o bom senso sequer de respeitá-lo como homem, pela história construída. Que confundem oposição de ideias com guerra pessoal.
Bandido, corrupto, ladrão, são os termos empregados por esta gente. Sinceramente, canalha parece pouco como resposta.
Você tem pai? Imagino que tenha, vivo ou in memoriam. Como você ouviria o uso destes termos, anos a fio, para se referirem ao seu velho herói?
Reflita um pouco e responda para si!
O que ele fez, qualquer um com “sangue nas veias” poderia ter feito. E agora fariseus hipócritas postam de bons moços, cheios de domínio próprio, para condená-lo? Imagino estarem sem pecado, por tomarem tão avidamente as pedras!
Atenção senhores: aquele que pensa estar de pé, cuidado para que não caia!
De resto, não nos sentimos ofendidos pela expressão usada, e por isto nada temos de que nos defender.
Não somos canalhas porque não expusemos nacionalmente o nome de nossa Convenção e nossos pastores;
Não somos canalhas porque não transformamos em pecha o título de “pastor”;
Não somos canalhas porque nunca comparecemos à AGO/E com o único intuito de causar confusão e arruaça;
Não somos canalhas porque não temos a ousadia e desfaçatez de olhar nos olhos do meu pastor e chamá-lo de bandido.
Interessante é que tem muita gente aí se defendendo e dizendo que não é canalha. Ora, se não se enquadra no conceito de canalha está se defendendo porque? Considere ainda que o termo usado se aplica aos que agiram com injúrias, xingamentos e com falta de decoro e ética. Se você não faz parte deste rol, não há razão para indignação.
NÚCLEO DE APOIO À CHAPA CGADB MAIS PERTO DE VOCÊ”

CGADB ELEIÇÃO 2017 - CGADB é obrigada pela justiça a fazer novas eleições


Quando a Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) divulgou o resultado da eleição a presidente no último dia 9 de Abril, estava descumprindo uma decisão judicial. Após uma série de recursos, o Dr. Márcio J. Costa foi nomeado interventor e deveria ter comandado o pleito.
Contudo, a diretoria deu prosseguimento ao processo e anunciou José Wellington Júnior, filho do atual presidente, José Wellington Bezerra da Costa.
Nesta terça-feira (18), foi expedido um documento suspendendo o resultado e anulando todos os atos praticados pela Comissão Eleitoral da CGADB no dia 9. Portanto, José Wellington Júnior não pode mais se declarar presidente eleito.

Todo o processo eleitoral será reiniciado e nova votação será marcada, sob o comando do interventor nomeado. Caso a CGADB não publique essa notificação em seu site oficial, mais uma vez estará descumprindo uma Ordem Judicial.
A data oficial na nova eleição ainda não divulgada. Concorrerão novamente José Wellington Jr (São Paulo), Samuel Câmara (Pará) e Cícero Tardim (Paraná).
A suspensão da eleição, assinada pela juíza Angélica dos Santos Costa menciona que a diretoria da convenção impediu a supervisão do processo pelo interventor e a inclusão das 10.479 inscrições irregulares.
Confira o processo:

Pastores aprovam a Declaração de Fé das Assembleias de Deus

Após o recesso para o almoço, os convencionais retomaram as plenárias neste segundo dia de 43ª AGO. Pastor José Wellington Bezerra da Costa iniciou os trabalhos com uma palavra de oração. Em seguida, todos os presentes entoaram o hino 305 da Harpa Cristã. Pastor Sebastião Rodrigues fez a oração em favor do pastor Elienai Cabral, preletor da tarde, que ministrou a Palavra sob o tema “A fé precede a graça”, baseada em Efésios 2.8. Ele cumprimentou a todos os convencionais e o presidente da mesa diretora e disse que esta convenção objetivou uma temática teológica que prestigia a teologia pentecostal. “Um tema que coincide com os 500 anos da Reforma Protestante. ‘Salvação e livre arbítrio’ é um assunto necessário, principalmente devido à dificuldade de algumas pessoas em entender o assunto. A Assembleia de Deus não poderia ficar de fora dessa comemoração”.

Após a ministração da Palavra, pastor José Wellington convidou a todos para agradecerem a Deus pela mensagem bíblica explanada pelo pastor Elienai Cabral.
                     
Na sequência, o pastor Percy Fontoura (PR)  orou para que as discussões da plenária fossem abençoadas, com mente aguçada e aumento de paz, e que em tudo quanto acontecer o nome de Deus seja exaltado.
Pastor Douglas Baptista discorreu acerca do "Cremos" da denominação. A comissão formada por 18 integrantes, conforme deliberada pela manhã, se reuniu no período das 11h30 às 14 horas com debates com os propositores de acréscimos e alterações. Houve pequenas alterações. Ao final, a Declaração de Fé foi aprovada integral e unanimemente.
Após a aprovação da Declaração de Fé, foi dada a palavra ao pastor Isael de Araujo para falar acerca do Concurso Bíblico Nacional promovido pela CPAD, denominado "Crente Bom de Bíblia". O concurso está dividido em três categorias: adolescentes (13 a 17 anos), jovens (18 a 25 anos) e adultos (a partir de 26 anos).

Para participar, os interessados devem se inscrever através do site do concurso até o dia 10 de julho. Todos os presentes receberam um folder com todas as informações sobre o Concurso que vai premiar os assembleianos com maior desenvoltura no manuseio das Escrituras Sagradas. O primeiro lugar entre os adolescentes vai ganhar uma bolsa de estudos do curso de idiomas de sua escolha e um kit contendo todas as Bíblias da CPAD. Nas categorias jovens e adultos, os dois vencedores vão ganhar uma viagem para Israel e um kit contendo as Bíblias da editora.

União estável

O presidente da CGADB, pastor José Wellington Bezerra da Costa, deu início aos debates sobre União Estável. Ele passou a palavra para o pastor Abiezer Apolinário, presidente da Comissão Jurídica da CGADB, que falou da necessidade de colocar em pauta, de acordo com o Estatuto da CGADB, temas que visam atuar na manutenção dos princípios morais e espirituais da AD. “Quando foi promulgada a nova Constituição do Brasil, em 1988, em seu artigo 126 parágrafo 3 está escrito, para efeito da proteção do estado, que é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher, devendo a lei facilitar a sua conversão em casamento”. Segundo o pastor Abiezer, “temos não somente a lei dos homens, mas a Bíblia Sagrada como regra de fé. Essa questão da União Estável é uma polêmica que aflige muitos servos de Deus por todo o país. Enfrentamos tempos difíceis e precisamos colocar um limite”, destacou o pastor.

Após debate entre os pastores e a mesa diretora, a conclusão do tema ficou para ser decidida na plenária que acontece nesta quinta-feira (27), a partir das 9 horas.

10/04/2017

RESULTADO ELEIÇÃO 2017 CGADB É DIVULGADO

CGADB descumpre decisão judicial e divulga resultado da eleição. Confira abaixo:

09/04/2017

CGADB ELEIÇÕES 2017 - ELEIÇÕES SUSPENSAS POR ORDEM JUDICIAL



Após Período de votação CGADB suspende o resultado das Eleições, agora é só aguardar o resultado dessas "pendengas" judiciais para conhecermos o novo presidente da Maior denominação do Brasil.

ELEIÇÃO É HOJE e a CGADB conseguiu liminar e José Wellington Junior vai disputar a eleição

Um momento que deveria ser marcado por orações e jejum , é marcado por brigas judiciais, nem parece a eleição para uma das maiores denominações do mundo.
As eleições da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil) mais parecem um roteiro de filmes de Hollywood, com mudanças bruscas e reviravoltas inesperadas. O capítulo mais recente da trama ocorreu na véspera do pleito, que ocorre neste domingo (9).
O pastor José Wellington Júnior, filho do atual presidente, havia sido retirado da corrida ao cargo em 8 de fevereiro pelo juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga, que cassou por meio de liminar sua candidatura e também afastou o presidente e vice-presidente da comissão eleitoral Antonio Carlos Lorenzetti de Melo e Wilson Pinheiro Brandão.
A liminar acatada pelo juiz no Amazonas, foi requerida pelo pastor ligado à convenção Efraim Soares de Moura, que elencou diversas irregularidades, entre elas o fato de José Wellington – filho do atual presidente José Wellington Bezerra da Costa – não ter se desincompatibilizado do cargo de presidente da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus).
De acordo com a regra expressa no edital que regulamenta o processo eleitoral, diretores da editora estão impedidos de se candidatar. Moura alega que a desincompatibilização deveria ter sido informada por meio de documentos no ato do registro, o que não foi realizado.
Também foram descobertas pela Justiça irregularidades no processo de votação, por parte da cúpula da CGADB. Em meio a uma “guerra de liminares”, está o futuro da maior convenção evangélica de pastores do país.
Nos últimos 25 anos o pastor José Wellington Bezerra da Costa liderou a denominação, mas não quer mais concorrer, preferindo indicar seu filho. Com a candidatura cassada de seu possível sucessor, a disputa seria entre o pastor Samuel Câmara, de Belém do Pará e Cícero Aparecido Tarjim, de Alto Piriqui, no Paraná.
Além da disputa pela legitimidade de sua candidatura, foram comprovadas irregularidades na empresa Scytl Soluções em informática, que comandaria o processo. Por ordem judicial, 10.479 inscrições para votação foram canceladas, pois dentre elas existiam “pastores” cadastrados que não existem ou já estão mortos.
O Supremo Tribunal de Justiça decidir juntar no fórum de Madureira, no Rio de Janeiro, os 14 processos em andamento. Nesta sexta, o Juiz Thomas Souza decidiu manter todas as intervenções e punições em caso de desobediência ou obstrução da justiça, e o cancelamentos das inscrições irregulares. Ao mesmo tempo, devolveu a José Wellington da Costa Jr. o direito de concorrer no pleito de domingo.
Com o cumprimento de outras duas liminares, foi afastada toda a comissão eleitoral e nomeado como “interventor” o dr, Márcio José Oliveira da Costa, que estará no comando na eleição de domingo. Os convencionais com inscrição regularizada poderão votar pela internet entre a meia-noite e as 18 horas.